NP NA MÍDIA / COMÉRCIO DO JAHU

“O primeiro cadáver a gente nunca esquece”
Ricardo Recchia

Lançado em outubro de 1963, o jornal Notícias Populares revolucionou o jornalismo brasileiro com assuntos polêmicos – especialmente violência urbana – textos curtos, uso de gírias e fotos grandes. Apesar de por décadas ser o veículo de comunicação impresso mais popular do Brasil, o NP, como era chamado pelos leitores, também atraiu muitos desafetos no meio jornalístico, que acusavam o jornal de exagerar nos noticiários e até inventar as notícias. O jornalista Antonio Marcos Soldera, 52 anos, natural de Boituva (SP), foi repórter de polícia durante seis anos no Notícias Populares (1984 a 1989). Ele assinou diversas vezes a coluna Histórias da Boca, uma das mais lidas do jornal, e produziu matérias que entraram para o imaginário popular, como as do caso Pelezão que, para a publicação, era o ídolo das madames paulistanas. Depois de sua passagem pelo NP, Soldera trabalhou em diversas outras publicações e durante muitos anos atuou como assessor de imprensa. Mas foi a experiência no jornalismo popular que marcou sua carreira. Tanto é que, apostando no futuro do webjornalismo popular, Soldera lançou um blog (www.noticiaspopulares. blog.br) para “exercer papel semelhante ao que o Notícias Populares exercia na mídia impressa”.

(Transcrito da versão online do jornal COMÉRCIO DE JAHU. Clique no nome do jornal e veja a matéria na íntegra)

Edição impressa

3 comentários:

Leila linha e agulha disse...

Como consigo o arquivo de uma edição do ano de 1993?

Gostaria muito.

leilags@globo.com

Maio Editorial disse...

Você pode encontrar essa edição no Arquivo Público do Estado de São Paulo (Av. Cruzeiro do Sul, 1777 – Santana – São Paulo – SP – cep 02031-000), de 3a. e sábado, das 9 às 17h. Mais informações acesse o link:
http://www.arquivoestado.sp.gov.br/ins_localizacao.php

Blog do Recchia disse...

Olá colega, tudo bem?

Foi muito prazeroso ter feito essa entrevista e contribuído um pouco para a divulgação de seu ótimo trabalho na preservação da memória do NP.
Pena que meu querido "Comércio" também morreu, por inanição, em meados de 2019. Um veículo regional que completaria 111 anos!
Enfim, o que mais me aborrece é a decisão (criminosa) de tirar o site do jornal do ar. Um apagamento da memória. Desrespeito com as dezenas de profissionais que por lá passaram.
Só gostaria mesmo de deixar registrado o meu apreço pelo seu trabalho. Forte abraço!