Estudantes avaliam impacto das fotos no NP

O jornal Notícias Populares, a quem o humilde escriba Antonio Marcos Soldera (fotos) homenageia com o blog do mesmo nome, bateu as botas em 2001, melancolicamente encartado numa edição do Agora, que, na cabeça dos sabichões da empresa Folha da Manhã, seria (mas nunca foi) o sucessor do jornal mais popular do Brasil em todos os tempos, o nosso saudoso NP.
O NP morreu para as bancas em 2001, mas continuou vivo na memória de uma vasta camada da população e na mente de quem se interessa pelo estudo de jornalismo popular. Neste blog mesmo, o internauta poderá encontrar estudos, entrevistas e até uma campanha publicitária com foco no Notícias Populares. 
Recentemente, o escriba criador deste blog foi um dos entrevistados em trabalho acadêmico de estudantes de Jornalismo da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, no famoso ABC Paulista, sobre fotojornalismo e o Notícias Populares. O estudo dos meninos, que erroneamente qualificam no vídeo o escriba deste blog como também "editor", está sintetizado virtualmente na página "Espreme que sai Sangue", que você pode apreciar por aqui. Vá lá e confira, acessando o vídeo "Versão Completa".

MINEIRA QUE CANTA NA NOITE PAULISTANA REVIVE ELIZETH CARDOSO EM SHOW PARA POUCOS EM SP

karine reviveu as interpretações da "divina" acompanhada do violão de Valdo
Mineira de Uberlândia e uma das estrelas do Bar doAlemão, do genial compositor e músico paulistano Eduardo Gudin, a cantora Karine Telles reviveu com maestria, na noite de 5/10, no Espaço 91, na Pompeia, uma das mais fantásticas intérpretes da música popular brasileira, a “divina” Elizeth Cardoso, que nasceu no Rio de Janeiro em 16 de julho de 1920 e morreu em 7 de maio de 1990.
Acompanhada de Valdo Gonzaga, um verdadeiro mestre do violão, com quem se apresenta todas as sextas-feiras no Bar do Alemão –até rimou –, Karine Telles fez uma homenagem à altura do que “A Divina” representou para a MPB.

Dona de uma voz firme e envolvente, Karine se encantou desde menina com esse negócio de palco e de cantar. No início, eram os temas infantis, cantados numa praça. Depois entrou para o coral da igreja, onde passou a fazer alguns solos.
Na adolescência, a coisa ficou ainda mais séria, com Karine se matriculando no Conservatório Estadual de Música Cora Pavan Caparelli, de Uberlândia, onde aprendeu técnicas, que seriam importantíssimas para sua carreira.
O resultado disso tudo é uma cantora que tem uma voz afinada e cheia de charme, o que ficou bem claro nesta homenagem a Elizeth Cardoso, que infelizmente foi vista por poucas pessoas, pois o Espaço 91, segue o conceito de um clube fechado e, fisicamente, tem dimensões bem restritas.
Fica a sugestão à equipe que cuidou do show para que a homenagem seja levada para outros palcos, permitindo que esse belo espetáculo seja visto por mais pessoas.
As fotos que ilustram esse post são do show, mas não temos vídeo. Então fiquem com uma das músicas mais aplaudidas do show, “Voltei”, de Baden Powell e Paulo César Pinheiro, que a Divina sempre incluía em suas apresentações. O vídeo foi gravado no Bar do Alemão, onde Karine se apresenta todas as sextas-feiras.

Folha homenageia jornal que matou em 2001

Num cantinho da página F5,  a Folha de S. Paulo estreia nesta semana a seção Saiu no NP, que mostrará histórias publicadas no cult Notícias Populares,  jornal que homenageamos com este blog e que circulou de 1963 a 2001, com mais de 13 mil edições.
Interessante que depois de enterrar vivo o NP por achar, segundo comentários de quem estava por perto da cúpula, que era uma publicação que manchava o padrão de qualidade da empresa Folha da Manhã, o Folhão resolva recordá-lo em suas nobres e intelectuais páginas.
Talvez seja efeito do sucesso que foi a reedição do NP para o lançamento do filme Faroeste Caboclo, da qual o editor deste blog, Antonio Marcos Soldera, teve a oportunidade de participar, ao lado de Ebrahim Ramadan, 18 anos como editor do jornal em seu período áureo, de José Luiz Proença, outros tantos anos como secretário de redação, e do repórter-fotográfico José Luis Conceição.
Encartada em 300 mil exemplares do Folhão, a edição impressa de www.ultimonp.com.br fez o maior sucesso e trouxe à baila a discussão sobre por que deram fim num jornal tão querido e realmente popular.
A proposta é atualizar a seção semanalmente com páginas, resumos, relatos e imagens veiculadas no NP. Nós, do Notícias Populares, o blog, ficamos felizes com mais essa homenagem, justificada pela Folha em tom de tardio arrependimento:
Proença, Soldera, Ebrahim e Conceição
"Em seus 37 anos de vida, o jornal se notabilizou pelo pioneirismo ao abrir espaço para minorias (como o Espaço Gay, em outubro de 1983), por adotar o uso de linguagem popular e por imagens históricas (como as do massacre no Carandiru, em 1992, e da morte dos Mamonas Assassinas, em 1996)."
O primeiro texto do 'Saiu no NP' conta a história do nascimento e sumiço de uma "misteriosa criatura". Publicado em maio de 1975, o caso do "Bebê-Diabo" estampou a capa do jornal por diversas vezes. Pelo menos 27 reportagens foram feitas para falar do assunto, o que fez o jornal alavancar a tiragem média diária de 70 mil exemplares para a marca de 150 mil.